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Esta coreografia explora a cultura regional de maneira divertida e irreverente, destacando a caracterização marcante dos personagens sem perder a linguagem da dança contemporânea. O cenário transporta-nos para um baile de forró, onde os bailarinos utilizam a arte cênica para envolver o público em diversas situações características de um baile de forró. Tudo acontece num clima descontraído e bastante popular, ao som de 'Dominguinhos' e da banda de forró 'Cascabulho'.

Mas... o que é Forró?

A palavra forró pode ter vindo do inglês 'for all', que significa "para todos", ou ainda do tupi guarani 'forrobodó', que significa festivo, festa, alegria.

De qualquer forma, o forró é a identidade nordestina. A música nordestina, apesar de provir de uma região marcada pela tragédia, sempre foi muito bem-humorada. Suas danças, tão criativas, cheias de requebros e conchamblancas, traduzem o estado de espírito alegre e participativo de sua gente em diversas manifestações e movimentos festivos.

Assim como o frevo, folia animada, improvisada e frenética, derivado de 'frevar' e nascido em meio à irreverência, ousadia, necessidade de afirmação popular em manifestações folclóricas, religiosas e musicais, ou do desejo puro de diversão das camadas mais humildes, enfrentando até rígidos preconceitos e proibições policiais da classe dominante, originou-se o forró. Antes denominado de Bailes Reles, Forrobodó, Bate Coxas, Rala Buxo, Baile Popular, Bate Chinela, entre outros.

Em 1946, Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira estilizaram o baião, que se espalhou pelo Brasil, deixando de ser exclusivo do Sertão Nordestino. O disco e o êxodo foram impulsionados pelo 'pau-de-arara'. Dessa forma, na discografia brasileira, tornaram-se abundantes os balanceios, pagodes, miudinhos, chamegos, rojões, saracoteios, sambas/forrós, xotes e baiões. Tudo passou a fazer parte do contexto da música de forró ou para o forró.

Hoje, além do triângulo, zabumba e sanfona, órgãos, guitarras e metais não deixam a peteca cair, assistindo a palha voar e a poeira levantar. As músicas não falam mais de seca, miséria ou fome.

A alegria e o compromisso dão o tom.

Arquivo do jornal Folha de São Paulo.

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