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"Ilúmina" não trata apenas de sombras e reflexos como efeitos de luz, mas sim das sombras e reflexos que os indivíduos acumulam em sua personalidade ao longo da vida, moldando quem são. Em uma tentativa de revisitar esses estímulos, recebidos em sua maioria na infância, Ilúmina busca estabelecer uma conexão direta entre esses fatos e os intérpretes, trazendo à cena objetos e sensações que marcaram suas vidas e que, de alguma forma, ainda os impressionam ou incomodam. Essas sensações podem ser cheiros, sabores, texturas, frases, lugares, pessoas, objetos — não apenas vivências nostálgicas, mas, sobretudo, aquelas que nos fazem desejar ser melhores do que somos, se é que é possível melhorar e não apenas evoluir.

O trabalho propõe uma relação dessas emoções com o conceito de inversão e reversão, inspirada nas evoluções da pesquisa como um todo, seja refletida, seja incorporada. Em cena, são utilizados cinco grandes pufes, simbolizando um suposto descanso encontrado por aqueles que reconhecem e valorizam suas influências. Como consequência, toleram, têm paciência ou simplesmente suportam o semelhante e suas possíveis reações, que são, por sua vez, reflexos de suas próprias experiências.

Segue uma citação do texto criado por Flávia Lucato, exclusivamente para Ilúmina:

"Agora, somente agora, que me ausento do meu próprio corpo por um instante de reflexão, vejo o quanto de ti, dos outros e da infância esquecida nos quintais permanece em mim; Nos meus braços, que não seriam os mesmos se não tivessem se agarrado ao colo daqueles que já não estão mais aqui; E nos meus desejos, que se transformam, crescem e nunca se bastam, simplesmente porque assim sobrevive o ser humano; Num movimento incessante em busca de ser mais do que é."

O texto é interpretado pela atriz Amanda Acosta. A trilha sonora foi composta pelo músico André Arthur Merthon Ferreira, multi-instrumentista.

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