Nestes novos tempos, em que somos muitos no mundo, a facilidade de transformar pessoas em números, cartas em e-mails, e palavras em códigos e senhas, tornou as relações impessoais. Somos vistos e vemos os outros como uma combinação de números; nosso endereço é uma sequência de símbolos, e palavras de gentileza, como "por favor" e "obrigado", tornaram-se raras.
Este trabalho faz uma crítica bem-humorada a essa situação atual, trazendo para a cena situações cotidianas, muitas vezes constrangedoras, que, embora eficazes e necessárias em alguns aspectos, acabam se tornando patéticas e até paranoicas. Afinal, se esquecemos uma senha, um registro ou algo do tipo, estamos nos esquecendo de quem realmente somos? Ou já esquecemos de nós mesmos e de nossos semelhantes?
Com música original composta pelo músico e compositor Velho Maza, o espetáculo valoriza a junção das artes: dança, música e projeção audiovisual. A modernidade desta forma de apresentação, em que as artes estão interligadas, remete diretamente ao tema do relacionamento pessoal e ao calor humano, discutido de forma interativa entre bailarinos, músicos e plateia, criando uma verdadeira esfera de cumplicidade e interação em cena.

























