O coreógrafo Roberto Amorim empresta sua experiência pessoal para sua nova obra, compartilhando com o elenco e o público as relações que estabeleceu durante a gestação e o nascimento de seu primeiro filho. Das emoções provocadas por esse evento à observação da postura da mulher grávida e dos movimentos fetais, Amorim define os princípios que guiaram a criação dos movimentos explorados pelos bailarinos. O espetáculo também reflete sobre a relação que temos com o novo e com a renovação da vida.
A trilha sonora é outra escolha pessoal do coreógrafo para a Cia. Apreciador da voz de Nana Caymmi e de seu repertório, Amorim viu nesta obra a oportunidade de coreografar ao som das canções interpretadas por essa renomada cantora, dando vida à sua movimentação.
"A experiência de vida que tive com o nascimento do meu filho, desde sua gestação até seu nascimento, me levou a observar melhor a criação e a perceber o quanto ela é bela e inexplicável", diz Amorim. E completa: "Na minha inquietação como coreógrafo, falo um pouco de amor e vida nessa obra, pois acredito que o amor ainda é o caminho para todas as formas de conhecimento e respeito com a vida, com a criação e com o próximo. O amor nos aproxima daquilo que queremos alcançar."
Porque, se não é amor, não há porquê.





