Sob a ótica dos símbolos mitológicos de várias culturas, como a grega, judaico-cristã e africana, o espetáculo FILHAS vale-se do elenco feminino da Sopro Cia de Dança para expressar a essência da mulher, seja ela qual for. Fortes, intrigantes, resistentes, com histórias de amor, beleza, ciúme, dominação e revolta.
Falar da mulher. Por que não falar da mulher? Por que temos que avisar que vamos falar da mulher? Mulheres são indigestas em um reinado patriarcal. Quem de fato sabe o que é ser mulher e o que isso representa? Falar do que se vê e se observa. Falar do que não se vê. O que não se vê, se deduz, ou todos sabemos, mas fingimos não saber?
Todos perdem com a desigualdade. Todos perdem com a falta de voz e liberdade. Ninguém deve ser excluído dessa luta, desse diálogo. Mulheres oprimidas, sociedade infeliz. Ninguém ganha com isso.
Sob a ótica dos símbolos mitológicos de várias culturas, como a grega, judaico-cristã e africana, o espetáculo FILHAS vale-se do elenco feminino da Sopro Cia de Dança para expressar a essência da mulher, seja ela qual for. Fortes, intrigantes, resistentes, com histórias de amor, beleza, ciúme, dominação e revolta.
A concepção é da bailarina Tatiana Portella, com coreografia assinada por Roberto Amorim. As bailarinas dançam ao som de Bach, numa obra repleta de movimentos fortes e impactantes que se misturam à leveza e harmonia das presenças femininas, com todas as suas cicatrizes.


