A troca, a informação, a vida cultural e o poder são quatro aspectos em torno dos quais a cidade se organiza, guiando o ritmo da sobrevivência e da experiência cotidiana do cidadão. Em tempos de individualização e dissenso, o presente parece moldar de forma cada vez mais autônoma e automática a trajetória dos sujeitos, que seguem sem realmente se encontrar em um espaço comum, transformado em algo banal e esvaziado.
O lugar comum onde estamos enfrentando e resolvendo todas as nossas questões, portanto, é a casa, um espaço onde temos total liberdade para nos expressar. No entanto, nossa casa continua sendo um território de convivência e de compartilhamento — seja de espaços, de afetos, de informações ou de experiências. Ela é um lugar comum no sentido amplo dessa acepção. O objetivo é tornar visível a personificação da vida ativa em conexão com o entorno, criando situações e experiências que nos permitam enxergar a casa desde a perspectiva do coletivo até a perspectiva do subjetivo e do lugar interior.
O distanciamento entre as pessoas gera proximidade emocional, empatia e cuidado com o próximo, o que é o principal fator que alguém necessita para sobreviver e viver. Viver em harmonia e ter seus sonhos renovados a todo momento. As dificuldades fazem com que nossas atividades e objetivos se tornem mais eficazes, trazendo à tona as emoções e os sentimentos que carregamos. (Roberto Amorim)
